
RIO - A cultura do medo diante do caos da segurança pública no Rio reuniu na manhã desta terça-feira cerca de 100 crianças de 6 a 12 anos num ato pela paz em frente ao Colégio São Paulo, em Ipanema. Vestidas de branco e armadas com balões e cartazes, as crianças protestaram contra a violência em meio a discursos de medo até de ir à pé para escola que fica a poucos quarteirões de casa.
A professora de educação física Patrícia Camargo, de 37 anos, mãe de um filho de 10 anos que estuda no Colégio, mora no quarteirão vizinho à escola mas não permite que o menino vá sozinho.
– Até as mães precisam de carteira para buscar os filhos na escola. Sou nascida e criada aqui e vejo meu filho compartilhando comigo esse sentimento de medo permanente. Quando andamos de carro, por exemplo, ele pede para trancar a porta e levantar o vidro – diz. – Não o deixo andar sozinho e não sei quando vou deixar.
Diretora pedagógica da escola, Irmã Loreni Salete Ribeiro conta que os alunos ficaram bastante chocados com a onda de violência dos últimos meses. Segundo ela, houve um trabalho mais intenso de culto à paz no início do período letivo deste ano, marcado por mortes de balas perdidas e assassinatos brutais.
– As crianças ficaram muito amedrontadas especialmente com a morte do menino João Hélio. Eles demonstravam muito medo, mas também revolta. Acharam que poderia ser um deles – diz.
O ato foi decidido pelas próprias crianças ao serem perguntadas o que queriam dar à cidade em comemoração ao aniversário de 442 anos. Reunidas na calçada em frente ao Colégio, na Avenida Vieira Souto próximo ao Arpoador, as crianças leram uma carta à cidade em português e inglês e, em seguida, soltaram cerca de 50 balões. A estudante Amanda Rodrigues, de 12 anos, que participou do ato, já vê interferências no medo da violência até na escolha de seu futuro.
– Quando crescer queria ser juíza, mas eles também sofrem muito assalto – lamenta.
A professora de educação física Patrícia Camargo, de 37 anos, mãe de um filho de 10 anos que estuda no Colégio, mora no quarteirão vizinho à escola mas não permite que o menino vá sozinho.
– Até as mães precisam de carteira para buscar os filhos na escola. Sou nascida e criada aqui e vejo meu filho compartilhando comigo esse sentimento de medo permanente. Quando andamos de carro, por exemplo, ele pede para trancar a porta e levantar o vidro – diz. – Não o deixo andar sozinho e não sei quando vou deixar.
Diretora pedagógica da escola, Irmã Loreni Salete Ribeiro conta que os alunos ficaram bastante chocados com a onda de violência dos últimos meses. Segundo ela, houve um trabalho mais intenso de culto à paz no início do período letivo deste ano, marcado por mortes de balas perdidas e assassinatos brutais.
– As crianças ficaram muito amedrontadas especialmente com a morte do menino João Hélio. Eles demonstravam muito medo, mas também revolta. Acharam que poderia ser um deles – diz.
O ato foi decidido pelas próprias crianças ao serem perguntadas o que queriam dar à cidade em comemoração ao aniversário de 442 anos. Reunidas na calçada em frente ao Colégio, na Avenida Vieira Souto próximo ao Arpoador, as crianças leram uma carta à cidade em português e inglês e, em seguida, soltaram cerca de 50 balões. A estudante Amanda Rodrigues, de 12 anos, que participou do ato, já vê interferências no medo da violência até na escolha de seu futuro.
– Quando crescer queria ser juíza, mas eles também sofrem muito assalto – lamenta.
Fonte: Agência JB