sexta-feira, 30 de março de 2007

O secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, declara:

- Temos de enfrentar a legislação hipócrita, que não protege o menor de rua, nem nos dá condição de recolhê-lo. Somos modelo de hospitalidade, não de segurança.

Presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Rio, Luiz Augusto Nascimento condiciona o sucesso dos novos pólos a mudanças profundas no policiamento do Estado. Missão difícil: as reivindicações, como aumento do efetivo e de salário dos policiais, já são feitas há mais de 10 anos. À frente do sindicato, Nascimento já viu guias forçados a anunciar assaltos em línguas estrangeiras e a PM oferecendo escolta na Linha Vermelha.

- Sem mudanças na política de segurança, os pólos não serão viáveis - pondera o guia. - Infelizmente, as mudanças só chegam depois de muita pressão social.
O comandante do Batalhão de Turismo (BPTur), tenente-coronel Luigi Felipe Guimarães, ressalta que a segurança só é o quarto quesito que mais incomoda os turistas. À frente estão limpeza, desordem urbana e população de rua.

A Delegacia de Atendimento ao Turista, ainda de acordo com o comandante, registra, em média, menos de 10 ocorrências diárias. Pouco, se considerar que o Rio recebe 10 mil turistas por dia.
- A prefeitura, em vez de culpar a segurança, deveria se ocupar com o seu papel - protesta. - Nada destrói tanto a imagem da cidade como ver um menor dormindo na orla.

Fonte: JB on line