A opinião é unânime: o Pan-americano 2007 é um sucesso e esse sucesso já transborda para o futuro com a decisão conjunta da Prefeitura do Rio, do COB e da Confederação Brasileira de Judô e trazer para o Rio, em Setembro, o Campeonato Mundial de Judô. Mesmo os que torceram contra, por ser de sua natureza torcer contra, hoje, no fundo de suas consciências, são obrigados a admitir o sucesso. O trânsito não conheceu o caos anunciado; a segurança esteve melhor do que se imaginava e o legado é altamente positivo.
A nossa cidade, a nossa gente, os governos de toda sorte, os cidadãos, a iniciativa privada, as organizações sociais, todos os que somos tocados pelo Rio de Janeiro, vemos o final feliz e lucrativo de um processo arrojado – de uma história de ousadia responsável - a prova inconteste de determinação de um governo, que comprovou mais uma vez publicamente o seu compromisso e a sua paixão pela Cidade Maravilhosa.
O PAN e o PARAPAN são histórias que começaram em 1998, com a decisão da Cidade de disputar o privilégio de ser a sede dos jogos e tiveram o seu ponto decisivo em 2001, no momento em que a Prefeitura do Rio e o Comitê Olímpico Brasileiro, COB, sem medirem adversidades, assumiram diante do mundo a obrigação de, pela primeira vez na história dos jogos, organizarem o PAN e o PARAPAN na mesma cidade e reunir todas as competições num mesmo perímetro urbano, com os ônus e riscos de tocar obras de vulto, muitas delas no espaço vazio, como foi o caso da Vila Panamericana, do Engenhão e de outros empreendimentos. Todos eles, cultos à qualidade e ao bom gosto.
O Engenhão, Estádio João Havelange, por exemplo, é a materialização de um sonho que os nossos recursos limitados indicariam ser impossível realizar. Afinal, é uma obra fantástica, imensa, moderna e que durante muito tempo será insuperável como ambiente para competições esportivas. E assim é com todos os equipamentos construídos pela Prefeitura com base nos compromissos que assumiu em 2001 com a Organização Desportiva Panamericana (ODEPA)
A experiência da Prefeitura do Rio em vencer desafios de peso e a sua capacidade de ver os resultados do PAN 2007 para muito além dos jogos apoiaram a ousadia dos compromissos firmados em 2001.
A organização do PAN e do PARAPAN 2007 é obra de engenharia social, bem mais do que de engenharia civil, porque reforça o entendimento da Prefeitura do Rio de ter o esporte como instrumento de inserção de crianças, jovens e adolescentes num ambiente sadio.
Outro fato relevante é que a realização dos jogos no Rio de Janeiro amplia o potencial turístico do Rio de Janeiro e representa a oportunidade de fazer crescer o mercado de trabalho por um longo período. Outra conseqüência positiva considerável para o Poder Público é o potencial de arrecadação que seguirá o crescimento da atividade econômica.
Por tudo isso, a Prefeitura do Rio não teve receio de assumir em 2001 os compromissos que assumiu e fazer os investimentos que fez.
A capacidade de ver os resultados do PAN e do PARAPAN 2007 para além do momento dos jogos, deu sentido à festa no México, em 2002, quando conquistamos o privilégio de sediar o evento; fez maior a alegria de saber que uma multidão composta por 1.226.563 pessoas esteve mobilizada na escolha de um nome para a mascote dos jogos; aqueceu as energias na abertura dos Jogos no Maracanã para olharmos de frente e com otimismo o futuro de nossa Cidade.
Está provado: “Conquistar é o futuro do verbo sonhar” .