domingo, 17 de junho de 2007

Cristo Redentor: exposição em Nova York

Desde que o concurso "As 7 Novas Maravilhas do Mundo" foi instaurado, uma onda de entusiasmo e engajamento vem tomando conta da população de vários países. Além do orgulho de símbolos nacionais, governos e sociedades sabem dos muitos benefícios turísticos, publicitários, comerciais - econômicos, enfim - que este concurso trará a seus grandes marcos.
Acertadamente, o Brasil tem por candidato a Estátua do Cristo Redentor. A competição não é fácil. Torre Eiffel, Coliseu, Estátua da Liberdade, Pirâmides do Egito, Taj Mahal. Ícones que povoam o imaginário do mundo inteiro. Não há uma só propaganda de cartão de crédito, hotéis ou outros veículos de internacionalização que não se utilize destes conhecidos monumentos. Inserir, de forma definitiva, a imagem do Cristo neste seleto clube representa também colocar o Rio e o Brasil nos grandes fluxos de serviços e prosperidade que marcam a economia contemporânea.

A campanha pelo Cristo está aquecida. Veículos de comunicação, operadoras de telefonia e as três esferas de governo empreendem esforços para que o Brasil tenha seu representante contemplado. Esta corrente positiva é excelente para a auto-estima do carioca e de todos os brasileiros. É bom perceber que líderes políticos e personalidades de outros Estados também emprestam firme apoio ao Cristo Redentor.


Há, no entanto, importantes obstáculos à eleição brasileira. A maioria dos potenciais eleitores encontra-se no Brasil - e, portanto, fala português. Como a língua franca da internet é o inglês, o alcance da língua inglesa e a grande população indiana no país e no exterior sem dúvida alavancam a votação no Taj Mahal.


Outro obstáculo é o próprio acesso às tecnologias da informação. Como parte importante da votação se dá online, o número de internautas de um país é um diferencial. No Brasil, apenas 1 em cada 6 brasileiros tem acesso à internet. Nos EUA, 9 em cada 10 americanos acessa a internet todos os dias.


Fundamental, nesse contexto, que o Cristo Redentor também receba o voto de populações fora do Brasil. Gente no mundo todo gostaria de votar no Cristo - e muitos nem sabem que ele está concorrendo. Temos limitado nossa campanha ao território brasileiro - e nessa fase derradeira da campanha, agregar aqueles em todo mundo que amam o Cristo, o Rio e o Brasil, pode fazer a diferença.


É assim que o Jornal do Brasil e a Casa Brasil realizarão na sede da ONU, em Nova York, a exposição foto-iconográfica Christo redemptor, que ficará aberta à visitação entre os dias 18 e 29 de junho próximo.


A mostra registra em painéis as etapas da construção deste símbolo maior do Rio de Janeiro e do Brasil. O monumento foi idealizado pelo engenheiro e arquiteto brasileiro Heitor da Silva Costa. Filme de mesmo nome, produzido e dirigido por Bel Noronha, bisneta de Silva Costa e curadora da exposição, será exibido junto aos painéis fotográficos.


A exposição Christo Redemptor é composta por painéis de madeira em seqüência, que se desdobram e abrem para o público. Daí surge uma linha do tempo, que situa e elucida o visitante sobre toda a história e os principais fatos desse ambicioso projeto. A data e o local são emblemáticos. A data, porque precede o resultado da eleição das "7 Novas Maravilhas do Mundo", a ser concluído no dia 7 de julho. Quanto ao local, a mostra está situada no prédio-síntese das relações internacionais.


Fundada em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) é a mais importante instituição da diplomacia mundial. Cento e noventa e dois países estão ali representados. Isto permitirá a milhares de pessoas, das mais diferentes nacionalidades, contemplar várias imagens da criação dessa obra-prima da realização humana. E Nova York, mais do que qualquer outra cidade, tem capacidade de ressonância que propagará exponencialmente a campanha do Cristo.
O Jornal do Brasil e a Casa Brasil tiveram a iniciativa desta exposição na ONU com vários objetivos, além de propiciar a expansão da base de eleitores do Cristo Redentor.


É aproveitar a oportunidade de mostrar a um público, que na sua maioria só conhece o Cristo através de cartões-postais, a história edificante da epopéia de colocar uma estátua de 38m de altura no topo de um morro, a 709 metros acima do mar, em 1931, depois de cinco anos de extraordinário esforço técnico e financeiro.


Trata-se ainda, e mais que tudo, do dever cívico de contar, ao mundo todo, a história de que a estátua do Cristo Redentor é obra de um brasileiro - e orgulho de milhões de brasileiros.


Nelson S. Tanure, presidente do Jornal do Brasil