As entidades que representam as agências e operadoras de turismo brasileiras prevêem aeroportos cheios no mês de julho, período de férias escolares. Com a baixa do dólar e a conseqüente queda no preço de pacotes internacionais -considerados convidativos-, as entidades acreditam que os passageiros se submeterão de novo aos atrasos e cancelamentos de vôo para poder viajar.Segundo o presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa, em média há 15% a mais de viajantes em 2007, em comparação ao ano passado.
Ele diz que as vendas são feitas com antecedência e, por isso, as empresas não receiam ter prejuízo."A procura por viagens internacionais está muito boa neste ano em razão do dólar baixo. O destino mais procurado pelos turistas é a Argentina", diz.Ele ressalta, entretanto, que os atrasos nos vôos têm, desde o ano passado, prejudicado e assustado as pessoas. "Ninguém quer que sua família passe por um desgaste desses." Barbosa acredita que o mercado doméstico irá sofrer mais com o atual apagão aéreo.Eduardo Nascimento, presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo e vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (seção SP), critica a falta de solução para o caos aéreo. "É um problema que não termina nunca. Em setembro completa aniversário. É uma vergonha." (AB)
Fonte: Folha de S. Paulo