terça-feira, 22 de maio de 2007

Cariocas abrem suas casas

Se a expectativa da rede hoteleira é ocupar todos as dependências durante o Pan, surge no Rio o hábito, já comum na Europa, da hospedagem domiciliar. A Riotur já dispõe na internet de uma lista de empresas que agenciam moradores para receber turistas, um mercado que é considerado o meio do caminho entre os albergues e os hotéis tradicionais.
Diretor de uma das agências, a Bed&Breakfast Brasil, Loris Capogrossi diz que, nos últimos meses, é grande o número de moradores da Barra que querem ceder um quarto para hospedagem.

- A expectativa não é faturar alto com o Pan, mas usar o evento para ampliar a rede de contatos com novos parceiros - responde Loris, que já tem mil afiliados e, nesta semana, receberá da prefeitura a Carta de Hospitalidade: um conjunto de regras para criar um padrão de qualidade nos quartos oferecidos para o Pan.


Moradora do Leblon, Fátima Stockler teve a idéia de fazer de sua casa um albergue em junho do ano passado como forma de complementação de renda. Bastaram duas visitas - um americano e um casal de austríacos - para que a casa de Fátima virasse referência entre mochileiros mundo afora.


- Posso viajar para qualquer lugar todo que terei onde ficar - comemora. - Já recebi pessoas de vários países, geralmente estudantes que vêm fazer mestrado e procuram um espaço mais família para passar uma temporada. Nunca tive problemas. É a forma mais fácil de conhecer pessoas e culturas de vários lugares do mundo.